13/05/2018

[Crítica] Troia, a queda de um poema épico.


Boa Tarde!! Que tal aproveitar esse fim de semana com uma super crítica escrita pelo nosso colunista Arian sobre a mais nova adaptação do clássico Grego, Troia, que já esta disponível no Netflix 😉

Troia, a queda de um poema épico.
Se você pudesse escolher entre ser o rei mais poderoso do mundo, ser sempre sábio e vitorioso em batalhas ou ter o amor e o casamento da mulher mais bela existente, o que você escolheria? Páris, príncipe de Troia, até então vivendo como pastor com o senhor que o salvou do assassinato quando recém nascido sob uma profecia de destruição, escolheu ter o amor e desposar a mais bela mortal, Párias ainda não sabia que essa mulher era Helena, rainha de Esparta. Páris escolheu a promessa de Afrodite, deusa do amor e da sensualidade, renegando as propostas de Hera e Atena, eis, então, o começo de uma história que viria não só nomear o que hoje conhecemos como Grécia – República Helênica em grego- como também toda uma definição de narrativa épica.

Ao passo que Éris, a deusa da discórdia jogou com Hera, Atena e Afrodite, pedindo que a mais bela delas recebesse a maçã premiada, fazendo com que Zeus selecionasse o humano Páris para fazer a escolha; a Netflix em coprodução com a inglesa BBC escolheu transformar o conto da guerra de Troia -cujos últimos anos são narrados na Ilíada atribuída a Homero – em uma novela, e quando digo novela afirmo com a raiz latina, visto que os produtores manejaram transformar a epopeia com mais de trinta séculos de idade num romance.



Nos primeiros minutos de série você, telespectador, sente uma leve coceira nos dedos para fechar o streaming e ligar a HBO para ver Game of Thrones, pois mesmo que o contexto não seja o mesmo, os cenários bem adaptados – com o que o baixo orçamento conseguiu permitir – instigam aquela sede pelo antigo, e nesse aspecto o ambiente atemporal de Game of Thrones até lembra um pouco a Grécia antiga. Contudo o baixo orçamento coloca rédeas onde um amante da mitologia Grega (não irei discutir aqui a existência ou não do cerco de Troia, deixando a oportunidade para que pesquisem a parte verdadeiramente história para além da ficção) esperava ver a união perfeita entre técnica e conteúdo. Continuei esperando até o último episódio, ou seja, eu não fechei o streaming, mas também não assisti a série com o mesmo afã com o qual assisti “Dark”, ou muitos dizem ter visto “A casa de Papel”.

A despeito das falhas técnicas, cortes e montagens visivelmente não muito elaborados, é na escolha do elenco que produtor David Farr se destaca, e como se destaca, conseguindo o que o diretor de Troia (2004), Wolfgang Petersen não conseguiu. No filme vemos tanta beleza, tanto ego que é complicado acompanhar até o final, já na série há-se um balanço digno como a estonteantemente bela e talentosa, ainda que não muito conhecida, Bella Dayne no papel de Helena, contracenando com nomes de peso como David Threlfall, que interpreta o rei troiano Príamo, e o magnífico e enigmático Joseph Mawle, no papel do sábio e determinado Odisseu.

Ainda no elenco percebemos a sacada de Farr em atribuir características e conceitos que jamais imaginaríamos, e que Homero provavelmente está se contorcendo nos Elíseos, como dar uma independência grandiosa e muito bem adaptável à Helena, nos fazendo crer que a esposa de Menelau fugiu com Páris, após a visita deste à cidade do lendário Menelau, irmão do poderoso Agamenon (interpretado pelo não menos famoso Johnny Harris). Helena de fato fora raptada por Páris, mas o mundo muda, e síndrome de Estocolmo não vende bem numa novela.



Ainda nas adaptações, vemos um dos grandes heróis da Ilíada, Aquiles, interpretado pelo astro David Gyasi, ou seja, Farr coloca o principal herói (mesmo eu considerando Heitor como o mais virtuoso) como negro, o que para Grécia de três mil anos atrás era impensável. Farr também opta por mostrar um Aquiles homoafetivo, e nesse ponto ele acerta não no contexto de Homero, mas no contexto histórico, afinal os gregos não cultuavam apenas a beleza feminina nesta época, e sexo entre homens era a dádiva de Dionísio. Os mais conservadores não irão gostar da figura de Aquiles negro e bissexual, porém os mais conservadores já devem ter desistido de assistir os programas da Netflix há meses. Enfim, o problema é deles, sobra mais internet disponível para que você – espectador já desencanado em ficar comparando a série com a obra prima de Homero, após a Odisseia – possa ver numa melhor definição o quão fascinantes são os deuses.

Na série os deuses interagem com os humanos, muito mais do que no filme angustiante de 2004, e muito, muito, muito, muito, menos do que na Ilíada. Vemos Zeus como um homem forte de meia idade, também negro, sábio e especulativo, que bem como na obra de Homero, não se envolve assim que a guerra começa, ao contrário de Hera e Atenas que optam pelo lado dos Aqueus – ou gregos como a série se dá ao luxo do erro histórico de nomenclatura – enquanto a passional e voluptuosa Afrodite permanece firme ao lado de Páris. Afrodite é interpretada pela ruivíssima Lex King, e Páris, que na série ganha um papel muito mais vital do que na Ilíada é interpretado pelo jovem Louis Hunter, que eu sinceramente nunca tinha ouvido falar, entrando naquele balanço de astros.

É, porém, esse ponto que mais me chateou numa visão mais subjetiva. A série foca muito mais na perspectiva troiana, ao passo que epopeias gregas dosam muito bem tanto da perspectiva dos Aqueus, quanto na perspectiva troiana, mas como diria Camões “Cessem do sábio grego e do Troiano/ As navegações grandes que fizeram.” pois a série não vem na tentativa de parafrasear a Ilíada, ou a Eneida (obra de Virgílio que narra a guerra de Troia pela óptica dos troianos derrotados e a viagem do sobrevivente Enéas, interpretado por Alfie Enoch, que viria a fundar Roma).

Mais acima eu afirmei meu gosto por Heitor como sendo o principal herói da guerra, e meu gosto é compartilhado por especialistas que afirmam que talvez este tenha sido, de fato, o protagonista, uma vez que uma profecia ditava que Troia jamais cairia enquanto Heitor vivesse. Haja profecia, uma diz que Troia cairá enquanto Páris viver, outra assegura a estabilidade da cidade no limiar entre Ocidente e Oriente enquanto Heitor estiver vivo. Pois é, gregos gostavam de profecias, afinal, é de enigmas e jogos que viviam os deuses. E assim que vi Tom Weston-Jones interpretando Heitor, soube que a série estava salva.


Tom Jones consegue dar vida ao sábio, ainda que atormentado, Heitor, se antagonizando veementemente a Aquiles, bem como na Ilíada. Não é novidade para ninguém que Aquiles, banhado no  poderoso e perigoso Estige, tornando-se invencível exceto pelos calcanhares segurados pela mãe ao banhá-lo; e quando Heitor aceita seu desafio, após ter matado o “amigo” de Aquiles por engano na armadura do herói invencível, vemos o começo da derrocada de Troia. Aquiles mata Heitor exatamente como nas estórias gregas. Contudo o mundo da voltas, e na grande batalha desencadeada por um desentendimento do período de trégua pedido por Príamo para velar seu filho Heitor, Aquiles é morto por Páris com uma flechada no calcanhar. Esperado, afinal, não há spoilers possíveis para uma estória de três mil anos, e nesse aspecto, por mais personagens secundários e inventados apenas para série como o menino padeiro que sobrevive junto a Enéas no final da série, “Troia, a queda de uma cidade” não ousou mudar o final.

E o final é o apoteótico e eletrizante cavalo de Troia, pois com a morte de Aquiles os Aqueus não tinham chance, eis a figura de Odisseu e Agamenon, enviando um cavalo como oferenda a Poseidon para que seu retorno pelos mares fosse agraciado, e quando os troianos colocam o cavalo para dentro, eis o final. Há a interferência de Helena como amante iludida, há erros de percurso e estratégia sem Heitor, porém a série termina bem, termina como deve terminar.

Termina com Odisseu atormentado pelo que Agamenon o exige fazer após a total destruição da cidade. Termina com o erro de Menelau matando Páris, e não Filoctetes, mas é aceitável, pois numa novela que se preze, a intriga matrimonial é sempre bem vinda. A série termina com Odisseu embarcando em seu navio, e vendo os anos se arrastarem em seus olhos como foi feito assim que a guerra começou, fazendo os pelos do espectador se arrepiarem com a possibilidade de uma série inspirada na Odisseia e na Eneida, com a sobrevivência de Enéas.

Por menor que tenha sido o orçamento da série, o enredo conseguiu se manter firme, os personagens desenvolvidos de forma natural, como o limiar entre Páris que enquanto pastor também é Alexander filho do rei Príamo, ou o evoluir da paixão de Helena e das demais esposas e filhas de Príamo. “Troia” é uma série de personagens antes de ser uma obra de narrativa ou técnica, e se este foi seu propósito, foi alcançado de uma forma bonita. Caso contrário, se o enredo e narrativa fosse o foco, ficou perceptível a falta de fôlego. Uma adaptação da mais famosa guerra grega, com deuses, imortais e passionais humanos como Aquiles, e figuras tão marcantes que até hoje definem nossa civilização ocidental, indo de nome de vírus de computador ao nome de toda uma cultura, poderia ter sido muito mais.

Troia, a queda de uma cidade” deixa a desejar, porém simultaneamente instiga a conhecer mais, a ler a Ilíada e a Eneida se você ainda não leu. A viajar pela história, a voltar numa época totalmente diferente, onde a honra e a palavra valiam tanto quando um juramento aos deuses. A série tem muitas personagens, e muito mais trama que não cheguei a mencionar, exatamente para que assistam, tirem as próprias conclusões, jamais esquecendo que qualquer adaptação é complicada, e uma adaptação da Guerra de Troia vale ser vista apenas pela ousadia.

Para terminar, deixo uma mostra da Ilíada, e que os deuses vos acompanhem e aconselhem nas escolhas, já que a maçã de Páris pode ser o que você menos espera.

Ó Zeus e demais deuses, concedei-me que este meu filho
venha a ser como eu, o melhor entre os Troianos; que seja tão
ilustre pela força e que pela autoridade seja rei de Ílion.
Que no futuro alguém diga ‘este é muito melhor que o pai’,
ao regressar da guerra. Que traga os despojos sangrentos
do inimigo que matou e que exulte o coração da sua mãe!


25 comentários:

  1. Oi Arian, tudo bem?
    Ainda não tive a oportunidade de iniciar essa série, mas andei lendo algumas análises. A sua foi a mais completa que achei. Acredito mesmo que deixe a desejar um pouco e que tenha falhas, mas mesmo assim quero dar uma chance <3

    Sai da Minha Lente

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  2. Ainda não assisti a adaptação. Mas fiquei bem curiosa. Essa histórica por si já é digna de suspiros e arrebatamento.
    Saber que com pouco orçamento, ainda assim irei me deparar com algo digno já me fez adc as próximas assistidas..
    Beijos.

    www.alempaginas.com

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  3. Olá,

    Tu tem 19 anos? Parece um doutor em Mitologia ou História Grega falando de cada ponto. Achei fantástico, porque adoro Homero e sua maior obra, porque fala sobre o crescimento político do berço da civilização ocidental.

    Vou dar uma olhada nessa série e não esperar muito.

    Recomendo Knigtfall.

    Beijos!

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    1. (Arian) Olá, Joanice. Eu tenho 20 anos, mesmo. Apenas gosto bastante de literatura e história. Mas vou puxar a sardinha pro lado do Odisseu e dizer que, pessoalmente, considero a Odisseia como a maior obra atribuída a Homero.

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  4. Eu ainda não estava sabendo sobre essa série e fiquei curiosa, vou adicionar à minha lista e pretendo ver assim que terminar de maratonar algumas que estão salvas lá também. Achei a sua opinião bem interessante e quero assistir também para ver o que vou achar.

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  5. Não conhecia a adaptação, pois não é o tipo de série que eu costumo assistir, mas confesso que gostei da apresentação que você fez, pois tenho uma quedinha pela temática mitológica. No geral fico satisfeita em saber que a série balanceou um pouco toda grandeza dos personagens e que mesmo com o baixo orçamento eles tenham conseguido fazer uma trama natural, então dou minha palavra de honra que vou ver pelo menos um episódio.

    Abraços.
    https://cabinedeleitura0.blogspot.com.br/

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  6. Eu não tenho o costume de ver Netflix, mas definitivamente esta série, e o que você mostrou dela me chamaram atenção. Vou arranjar um tempo para ver.
    Bjs, Rose.

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  7. Oiiee

    Uma pena que Troia deixe a desejar. Acho a premissa da série fascinante, mas sempre há as dificuldades em se adaptar uma história tão grandiosa do passado.
    No momento, não é o tipo de série que me apetece ver, mas quem sabe um dia eu venha a conferir

    Beijos

    www.derepentenoultimolivro.com

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  8. Oi Jéssica, apesar de ser importante para a história, nunca fui fascinada por estes filmes ou séries sobre Troia. Acho muita luta, as vezes por pouca coisa. Não curto muito, mas que bom que tu gostou.
    Bjos
    Vivi
    https://duaslivreiras.blogspot.com.br/

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  9. Nem sabia que tinham lançado essa série. Gosto muito do tema e me interessei. Mesmo com os pontos fracos e com as diferenças no enredo gostaria de ver, realmente fizeram algo ousado, e fiquei curiosa para conferir o trabalho dos atores.

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  10. Olá! Uma pena que esta adaptação de Tróia deixe a desejar, mas pelo fato dos personagens serem bem tralhados e desenvolvidos de forma natural, acho que irei dar uma chance. Assim que eu puder irei conferir

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  11. Olá!
    Meu pai é viciado nesse estilo de filme/série e ele vai aproveitar a dica, mas eu não fiquei nada interessada em ver essa série, pois percebi que ela deixa muuuito a desejar.
    Gostei muito da sua postagem totalmente detalhada e sincera.
    Beijos,
    https://www.umoceanodehistorias.com/

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  12. Olá, tudo bem? Esse mês estou dando um tempo da Netflix porque estava ficando viciada em séries, assistindo uma atrás da outra sem parar e como você deve saber isso atrapalha nas leituras. Eu não gostei da premissa e nem do thrailer que eu assisti dessa série, parecer se muito vulgar e pela sua analise ter várias errinhos básicos..rs!
    Vou indicar ela para o meu esposo que é professor de história e ver o que ele acha do contexto todo.

    Beijos e Abraços Vivi
    Resenhas da Viviane

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  13. Olá, tudo bem?
    Eu já tinha visto essa série no catálogo da Netflix, mas confesso que não fiquei muito curiosa para assistir. Não apenas por ser uma produção mais limitada, mas porque não sou muito fã de séries, prefiro ver filmes.
    Pelo que percebi, a série é bem diferente do filme Tróia (que eu adoro), mas achei isso interessante. Me pareceu que, o que faltou na parte técnica, foi compensado na boa escolha do elenco e na consistência da trama. Por causa disso, talvez eu até anime assistir algum dia.
    No entanto, apesar de ter gostado da sua crítica, vou passar a dica por enquanto.
    Beijos!

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  14. Olá.
    Confesso que nunca li Ilíada nem Eneida, também não lembro de já ter assistido ao filme de Troia, mas fiquei com vontade de começar essa nova série da netflix. Acho que esses erros básicos podem ser desconsiderados pelo orçamento baixo. Você acha que vai haver uma segunda temporada?

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  15. Olha, nem sempre gostei muito dos assuntos abordados nas aulas de história, mas A guerra de Tróia era uma das coisas que eu mais gostava. Sempre me chamou muito a atenção e nunca vou esquecer que fiz um trabalho sobre isso e tive que apresentar para a turma toda. Foi show! Bem, voltando à crítica, eu não fazia ideia de que existia uma adaptação na Netflix. Até porque, eu não tenho tido muito tempo ultimanente, então procuro sempre me manter atualizada com livros, mas filmes e séries já é pedir demais kkkk Mesmo com algumas ressalvas, vou deixar a dica anotada para tirar minhas próprias conclusões assim que possível.
    Abraços!

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  16. Uau que escrita! Esta crítica está digna de fazer parte de meios de comunicação diversos, parabéns! Mesmo com alguns pontos não muito fortes eu me interessei por conhecer esta adaptação.

    Bjo
    Tânia Bueno

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  17. Olá, não gosto muito desse gênero de série então eu passo a dica mas adorei sua dica, bem precisa.
    Beijos

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  18. Interessante essa sua critica, bem completa, parabéns, mas não é uma série que me vejo assistindo, pelo menos não por agora, quem sabe futuramente, de qualquer forma, muito obrigada pela dica deixarei guardada.

    Beijos

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  19. Não fiquei empolgado com essa série porque não tenho interesse em obras com um fundo histórico. Apesar disso, reconheço que a série é rica em muitos aspectos.
    Vou passar a dica.

    Abraço!

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  20. Em primeiro lugar, que crítica, hein? Gosto de ver resenhas assim, completas, mesmo que tragam uma visão mais pessoal.
    Troia ainda não tinha aparecido na minha lista de sugestões no Netflix, mas já adicionei (fui convencida pelo "novela com raiz latina", confesso). Se for melhor que o filme de 2004, já tá valendo.
    Vou conferir!

    Beijos,
    Luisa
    www.degradeinvisivel.com.br

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  21. Que legaal! Eu não sabia que tinham lançado a série, parece conter uma história muito interessante e cheia de batalhas épicas. Vou procurar para assistir depois, bjss! <3

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  22. Nossa que crítica maravilhosa.
    Não tinha visto essa adaptação na netflix, mas já vou procurar para ver o que eu acho.Obrigada pela indicação.

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  23. Oie, tudo bom?
    Adoooro vr resenhas de filmes que já estejam na Netflix! Hahaha
    Quero muito conferir essa obra, amei suas impressões!

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  24. Uma adaptação de Tróia os personagens são bem tralhados e desenvolvidos para mim como no caso professora de historia até que gostei de serie.Não e nada tão grandioso mas tem coisas importantes nele,a série é rica em muitos aspectos.E quanto a resenha perfeita....Parabéns

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